Terceiro maior eleitorado do Brasil, o estado sempre foi decisivo nas eleições dos últimos presidentes da República. É hora de começar a lucrar com isso
Com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o presidente Jair Bolsonaro, ainda sem partido, liderando as primeiras pesquisas de intenção de voto, muitos já dão a fatura como liquidada. Por essa visão, parece inevitável que a disputa, no final das contas, se dê apenas entre os dois. A pergunta óbvia diante de tudo isso é: será que isso é verdade?
SINAIS DE CANSAÇO — Dar uma eleição por decidida com tanta antecedência significa negar a essência da própria democracia — em que a palavra final cabe ao eleitor. Conforme foi dito aqui na semana retrasada, cerca da metade dos eleitores ainda não escolheu em quem votará no ano que vem. Some-se a isso o fato de serem percebidos no cenário alguns indicadores que podem ter influência sobre o ânimo do eleitor.
A VOZ DAS URNAS — Análises como essas, no entanto, são absolutamente impossíveis quando se trata do Rio que, com seus mais de 12 milhões de eleitores, tem peso para desequilibrar qualquer pleito. Existes dois aspectos nem sempre levados em contra pelos analistas, mas que saltam aos olhos de quem acompanha atentamente o comportamento do eleitor do Rio nas eleições nacionais.
Se, até aqui, ele tem se comportado como um doador de votos para o candidato eleito, a partir de agora ele pode trocar seu voto por um compromisso mais sério com a solução dos problemas do Rio. O eleitor fluminense pode exigir que o candidato que vier disputar seu voto apresente um plano de investimento que ajude o estado a recuperar a pujança econômica e resolva os problemas sociais que vem se acumulando nos últimos anos. Já passou da hora do fluminense começar a usar a seu favor a incrível capacidade de surpreender que ele sempre demonstrou.tá