Terceiro maior eleitorado do Brasil, o estado sempre foi decisivo nas eleições dos últimos presidentes da República. É hora de começar a lucrar com isso.
SINAIS DE CANSAÇO — Dar uma eleição por decidida com tanta antecedência significa negar a essência da própria democracia — em que a palavra final cabe ao eleitor. Conforme foi dito aqui na semana retrasada, cerca da metade dos eleitores ainda não escolheu em quem votará no ano que vem. Some-se a isso o fato de serem percebidos no cenário alguns indicadores que podem ter influência sobre o ânimo do eleitor.
TAXA DE IMPREVISIBILIDADE — De todos os eleitores do país, o fluminense é o mais surpreendente — e é justamente aí que está sua importância no processo. O voto nordestino, por exemplo, é marcado por uma forte tendência governista — explicada pelo impacto dos programas sociais na região e pela adesão quase automática das principais lideranças regionais ao governo da ocasião. O eleitor do centro-oeste, por sua vez, é o mais identificado com as bandeiras liberais e conservadoras.
A VOZ DAS URNAS — Análises como essas, no entanto, são absolutamente impossíveis quando se trata do Rio que, com seus mais de 12 milhões de eleitores, tem peso para desequilibrar qualquer pleito. Existes dois aspectos nem sempre levados em contra pelos analistas, mas que saltam aos olhos de quem acompanha atentamente o comportamento do eleitor do Rio nas eleições nacionais.