INSULTO À INTELIGÊNCIA — É lógico que, nos salões de Brasília, se ouvem dezenas de argumentos em defesa dessa prática. Os mais eloquentes dizem que o dinheiro do Fundo Partidário é uma ninharia e que, ao bancar as campanhas eleitorais, as empresas estariam, na prática, financiando a democracia. Com todo respeito que os parlamentares merecem esse argumento, além de cabotino, é um insulto à inteligência do país.
DUE DILIGENCE — Ao invés de procurar meios de se mostrar úteis aos eleitores e atrair doações por meios lícitos e transparentes — como acontece, por exemplo, nos Estados Unidos —, a impressão que se tem é a de que esse grupo de políticos está sempre atrás de mecanismos que lhe permita continuar agindo por baixo dos panos. Eles fariam muito mais pela população, pela democracia e pelo prestígio da atividade política caso deixassem de pensar em si mesmos e procurassem olhar para a população.