Para voltar a andar para a frente, o Rio precisa por fim à mania de transformar projetos que nascem como promessas de solução em fontes inesgotáveis de problemas
OBSTÁCULOS INTRANSPONÍVEIS — Os 1.200 apartamentos distribuídos pelas três torres do empreendimento que terá início em maio abrigarão, quando todos os imóveis estiverem prontos, uma população de 5 mil a 6 mil pessoas. Serão necessários, numa conta rasteira, pelo menos mais 200 edifícios e 80 mil unidades mais ou menos do mesmo padrão para abrigar os 400 mil moradores esperados. A primeira pergunta a ser feita é: haverá capital disponível e empresas interessadas em levar essas obras adiante?
OUTROS ELEFANTES — O Porto Maravilha não é o único elefante branco que sobrevive na cidade. Na região da Barra da Tijuca, o Parque Olímpico é outro equipamento que não conseguiu atender o propósito para o qual foi criado e que também poderia ser transformado em símbolo da revitalização. Construído ao custo de R$ 2 bilhões em valores da época, o equipamento foi bancado com recursos públicos e se transformou numa fonte inesgotável de problemas desde o encerramento das competições.