Assim como os bancos respondem pelos correntistas que cometem crimes, os partidos políticos devem ser responsabilizados por seus correligionários
DUE DILIGENCE — Diante da barbaridade do ato, a reação do mundo político foi imediata. Todos, inclusive o Solidariedade, seu partido, viraram as costas e procuraram se afastar de Dr. Jairinho. A Câmara dos Vereadores suspendeu seu mandato e alguns integrantes falaram até em cassação — recurso nunca utilizado no Rio. A Comissão de Ética da Casa, da qual ele era titular, decidiu por sua exclusão. E, finalmente, seu partido deve expulsá-lo antes mesmo que o julgamento se conclua. Até aí, nenhuma novidade.
COMPLIANCE — Caso o político em questão passe pela avaliação e seja admitido, a direção partidária se torna fiadora de sua conduta, sobretudo se ele vier a ser eleito para algum mandato. Outro ponto: assim como acontece na maioria das grandes empresas do país, sobretudo naquelas que lidam com dinheiro público, os partidos deveriam adotar regras rígidas de compliance.