Em sua chegada à pasta da Saúde, Queiroga pode ter dito o que Bolsonaro gosta de ouvir para conseguir fazer o que é necessário para combater a pandemia.
EFEITOS LETAIS — Na quarta-feira passada, dia 17 de março, completou-se um ano desde a primeira morte por covid-19 registrada no Brasil. Naquele momento, o número de casos diários da doença era pouco superior a cem e seus efeitos letais ainda não eram percebidos pela maioria das pessoas. Hoje, com o diagnóstico de mais de 90 mil casos por dia e o número de mortes batendo um recorde atrás do outro, não há brasileiro que não tenha perdido alguém próximo ou que não tenha sofrido de alguma forma os efeitos econômicos e sociais da doença.
DIREITO E DEVER — Como médico, Queiroga tem a obrigação de seguir procedimentos técnicos que Pazuello, como militar habituado a obedecer, não se sentia no dever de respeitar. A 20 de janeiro deste ano, três dias depois da aprovação das primeiras vacinas contra a covid-19 pela Anvisa, Queiroga postou em suas redes sociais um vídeo em que ele, usando máscara, aparecia com uma camiseta com a logomarca da SBC, recebendo o imunizante no braço. Aproveitou a oportunidade para transformar o ato numa manifestação pública de apoio à imunização e fez um texto que se referia à vacina como “um direito de todos e um dever do Estado”.